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Bnei Anusim

B'nai B'rith e SOS Racismo ...

B'nai B'rith e SOS Racismo - Um Serviço para Todas as Etnias



Em ato solene, realizado ontem, Rodrigo Garcia , presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, ALESP, assinouo decreto que instala o SOS Racismo, uma iniciativa do hoje deputado federal Jamir Murad, aprovada há 11 anos, mas que só agora recebe uma dotação orçamentária e infra-estrutura para seu pleno funcionamento.

Na mesa que dirigiu os trabalhos, o subsecretário de Políticas da Igualdade Racial, Antônio Pinto, representando a ministra Matilde Ribeiro; deputado federal Jamil Murad, e deputados estaduais, Fausto Figueira, primeiro-secretário da Alesp, Ítalo Cardoso, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alesp e coordenador do SOS Racismo, Renato Simões, ex-presidente da referida Comissão e hoje líder do PT na Casa, Nivaldo Santana, Sebastião Arcanjo, coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial eRomeu Tuma Filho, entre outros.

Ítalo Cardoso lembrou os vários parlamentares e pessoas que durante todos estes anos apostaram que seria possível a criação efetiva do SOS Racismo. `É uma porta aberta para a população, para o cidadão que não sabe onde recorrer quando é vitima de discriminação. Quando vai à delegacia corre o risco de virar réu, vai à igreja, que não pode resolver o seu problema jurídico, agora pode efetuar denúncias através do SOS Racismo, que serão atendidas e encaminhadas através de parcerias com a sociedade civil`.

O SOS Racismo conta com o número 088-7733886 0 800, infra-estrutura e quatro funcionários. `Temos que aprender muito e fazer deste serviço uma referência nacional`.

O deputado Renato Simões lembrou: `os agentes deste processo estão na platéia, são os representantes das várias etnias que nestes anos trouxeram denúncias de neonazistas, skinheads e tantas outras causas. Esse serviço que a Casa dota de recursos importantes abre a porta para o povo trabalhador, para o pobre, para o negro e para todas as etnias`.

Antônio Pinto saudou o Movimento Negro por mais esta conquista, considerando o racismo `uma chaga que atinge 50% da população brasileira`.

Jamil Murad citou os membros das comunidades judaica e árabe presentes, destacando o significado histórico deste evento. Seu projeto do SOS Racismo apresentado quando da vinda do então ex-prisioneiro político Nelson Mandela ao Brasil, há 11 anos, simboliza a aspiração por um mundo melhor. `Vivemos um período onde houve o recrudescimento do racismo, contra os afros, contra os árabes, após o 11 de Setembro. `O racismo é a negação da humanidade`.

Todos parlamentares enfatizaram que a Alesp representa 40 milhões de pessoas e o SOS Racismo é um exemplo de serviço público de qualidade e de respeito, marcando o avanço da democracia. Dentro deste propósito, o presidente da Casa, Rodrigo Garcia informou a criação em futuro breve do Disque Cidadania.

Encerrando a sessão, o deputado Fausto Figueira destacou: são negros, judeus, árabes, nordestinos, ciganos que vivem esta realidade. Não podemos transigir com nenhum ato de intolerância racial, é tolerância zero contra o preconceito`.

Presente à solenidade, Abraham Goldstein, presidente da B`nai B´rith do Brasil, maior entidade judaica internacional de Direitos Humanos, considera o SOS Racismo importante opção para a população e para o respeito a todas as etnias, `que deve ajudar na criação de uma nova mentalidade, baseada no reconhecimento de que há apenas uma raça humana, conceito hoje comprovado cientificamente`.

Há diversos anos, a B`nai B´rith vem trabalhando em conjunto com a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de São Paulo, e mais recentemente na estruturação do SOS Racismo, combatendo o racismo e a intolerância racial, religiosa e social a todas as etnias.

Abraham Goldstein é recebido pelo deputado Ítalo Cardoso

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e coordenador do recém lançado SOS Racismo, deputado Ítalo Cardoso recebeu Abraham Goldstein, presidente da B´nai B´rith do Brasil, acompanhado por Edgar Lagus, representante da entidade no ConPAZ – Conselho Parlamentar para Cultura de Paz da ALESP e Lia Bergmann, assessora de Direitos Humanos e Comunicações da B´nai B´rith Brasil e membro do ConPAZ.

No encontro, Goldstein destacou a importância do SOS Racismo e do trabalho desempenhado pela Comissão de Direitos Humanos no combate à discriminação e ao preconceito a todas etnias. Um tema fundamental tratado na ocasião foi o da importação do conflito israelense-palestino, que não agrega nada ao combate do racismo no País.

O número do Disque SOS Racismo é 088-7733886

Mensagem de Ano Novo do Presidente Luiz Inacio Lula da Silva



Quero dirigir-me à comunidade judaica no início de um novo ano para desejar que 5766 seja um período de grandes realizações no plano pessoal e social.

Quero, também, agradecer o trabalho que vem sendo feito pela coletividade em favor do progresso e da justiça social em nosso País.

O exemplo de harmonia na pluralidade, que caracteriza a convivência de diversas culturas na sociedade brasileira, deve muito ao espírito dos judeus.

Por isso, faço votos que neste novo ano se tornem ainda mais fortes e profundos os laços que unem as diferentes comunidades que vivem em nosso querido Brasil.`

Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil

Pronunciamento da Embaixadora de Israel, Sra Tzipor Rimon, por ocasião dos 40 anos da "Nostra Aetate"



PRONUNCIAMENTO DA EMBAIXADORA DE ISRAEL, SRA. TZIPORA RIMON, POR OCASIÃO DA CELEBRAÇÃO DOS 40 ANOS DA “NOSTRA AETATE” – SÃO PAULO – 25/09/05

Excelentíssimo Governador do Estado de São Paulo, Sr.Geraldo Alckmin,
Excelentíssmo Prefeito Municipal de São Paulo, Sr. José Serra
Vossa Eminência Cardeal Dom Cláudio Hummes,
Vossa Eminência Cardeal Walter Kasper,
Caro Rabino Henry Sobel,
Digníssimas lideranças das comunidades judaica, católica e muçulmana,
Prezados Senhores e Senhoras,

Sinto-me honrada em participar, como Embaixadora do Estado de Israel no Brasil, da celebração dos 40 anos de “Nostra Aetate”, em São Paulo.

A “Nostra Aetate” introduziu uma verdadeira revolução no trabalho dos teólogos e estudiosos Católicos. Não se podia justificar mais uma atitude negativa em relação aos Judeus e ao Judaísmo. Isso significa que quaisquer manifestações de anti-semitismo devem ser combatidos.

Esse importante documento, encorajou e inspirou o diálogo para melhorar as relações entre todas as religiões. Encontros inter-religiosos no mundo inteiro, incluindo o Brasil e Israel, buscam a tolerância entre as religiões.

O Papa João Paulo II fez com que a mensagem do “Nostra Aetate” avançasse mais, demonstrando essa mensagem, e permitindo que os povos se familiarizassem com as profundas mudanças nas atitudes Católicas em relação ao Judaísmo e aos Judeus. Um povo particular, antes visto como rejeitado e condenado, tem sido considerado, nas palavras do Papa, como “os queridos amados irmãos mais velhos da Igreja”.

O testemunho mais significante dessa transformação, foi a visita do Papa João Paulo II à Sinagoga de Roma, em 1986, e sua visita à Israel, incluindo o Memorial do Holocausto “Yad Vashem” e o Muro das Lamentações em Jerusalém, em 2000.

A “Nostra Aetate”, sem dúvida, preparou o caminho para o estabelecimento de relações diplomáticas plenas entre a Santa Sé e o Estado de Israel, em 1994. Na primeira década dessas relações bilaterais, tentamos juntos enriquecer seu conteúdo através de cooperação acadêmica e de pesquisa, atividades conjuntas nos campos cultural e educacional, além de cooperação técnica internacional. Agora no começo da segunda década dessas relações, estamos trabalhando na busca de maneiras e significados de aprofundar nossos contatos e relações.

Em nome do Governo do Estado de Israel, gostaria de agradecer aos iniciadores, organizadores e participantes desse tão importante evento, lembrando que devemos fazer com que as gerações futuras prossigam nesse caminho.

Mensagem do Ministro das Relações Exteriores Silvan Shalom, por ocasião de Rosh HaShaná 5766



Às Comunidades Judaicas por ocasião do Rosh Hashanah 5766 (2005-2006)

Rosh Hashanah é uma época onde nós, como uma comunidade, celebramos o Ano Novo, e também refletimos sobre o status do Estado de Israel e do povo Judeu.

Durante este último ano, eventos dramáticos aconteceram em nossa região. Na ausência de um parceiro genuíno para a paz, Israel iniciou um processo doloroso, mas necessário, de desengajamento da Faixa de Gaza. Esse passo significante recebeu reconhecimento de toda a comunidade internacional, e facilitou os contatos abertos e transparentes com o mundo Árabe e muçulmano. É nossa esperança que esse passo crie novas oportunidades para um futuro melhor em toda a região, e também facilite um retorno ao processo de paz entre Israel e os Palestinos. Mas, para que isso aconteça, os Palestinos devem entender esse potencial e agarrar-se a essa oportunidade. O terror contra os cidadãos de Israel deve acabar, e passos concretos devem ser tomados para assegurar-se que é a narrativa do diálogo e um governo responsável, que prevalece sobre o terror e ódio.

Ao irmos ao encontro desses desafios, o tremendo apoio dado a Israel pelas comunidades judaicas ao redor do mundo fortalece Israel e nos permite tomar passos audaciosos em direção a um futuro melhor.

Louvamos as comunidades judaicas ao redor do mundo por sua dedicação à preservação da identidade Judaica, e pelo apoio ao nosso país. Ao fazer isso, vocês asseguram a sobrevivência espiritual e física do mundo Judeu. O Estado de Israel apóia as comunidades judaicas, feliz nas realizações e cheio de determinação ao ir ao encontro dos desafios enfrentados.

O renovado aumento do anti-semitismo é um desafio tal que deve ser encarado de frente. O anti-semitismo está aumentando no coração da Europa e em outros lugares ao redor do mundo, e esses atos põem em perigo a liberdade das comunidades Judaicas. Israel encarará qualquer manifestação dessa forma de ódio e a combaterá. Junto com outros países que pensam desse modo, Israel, pela primeira vez na história, está promovendo uma resolução de “Recordação do Holocausto”, na Assembléia Geral das Nações Unidas. Essa resolução está agendada, e será debatida nas próximas semanas.

Um elemento chave ao lidar-se com as ameaças externas é, primeiramente e principalmente, consolidar nossa força e unidade interna. Assegurar educação judaica para todas as idades, preservar a herança e tradição judaica, e manter elos fortes com Israel, são elementos chave nessa missão. Quanto mais forte forem esses elementos, mais fortes seremos como povo e nação. Todos nós devemos fazer nosso máximo para fortalecer a união entre os Judeus da Diáspora e o maior centro Judaico do mundo: o Estado de Israel. Como parte disso, ao recebermos o Ano Novo Judaico, devemos também jurar aumentar nossos contatos com visitas mútuas e programas de intercâmbio.

Na virada do ano de 5766, Israel está forte e próspero. Estamos cheios de esperança. Retiramos nosso otimismo e força espiritual da nossa confiança em seu apoio.

Nas orações de Rosh Hashanah, oremos pelo fortalecimento de Israel, pela unidade judaica e por nossa preservação espiritual e física, como indivíduos e como nação.

Que todas as orações das comunidades judaicas ao redor do mundo se tornem realidade, no nível individual e nacional, e que o próximo ano seja um ano de saúde, paz verdadeira e realizações para todos nós.

Com os desejos de um Ano Novo doce e feliz,

Silvan Shalom