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Bnei Anusim

Turismo - Cátia Vanina em Israel

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Viagem a Israel - Minha experiência pessoal...

Cátia Vanina

Estar em Israel foi único, uma experiência que farei o possível para nessas singelas palavras poder exprimir, mas receio não haver palavras nesse mundo para tal...

 Ir a Israel foi voltar para casa depois de muito tempo longe... o mais engraçado é que sempre senti saudades... é algo real!!! O difícil foi acreditar que tamanho sonho estava a ser realizado.

Foi uma mistura de sentimentos, a alegria de conhecer, a saudade de voltar onde nunca tinha ido e a tristeza de deixar...

Caminhar pelas ruas é andar pela história, ver o que sempre estudei. Esse foi um marco em minha vida que veio mudar minha visão para sempre. Agora sonho muito mais... quero ir viver em Israel!

Ter o contato com as pessoas no dia-a-dia em Israel foi muito bom, vi todas as raças, povos das nações, todos juntos falando uma mesma língua, também foi muito bom vivenciar o Hebraico, pois por onde quer que ia, eu ouvia e via tudo em Hebraico...

Ver um país tão pequeno mas com tanta diversidade...

Ao chegar no Kibutz Sha’ar Hagolan me fez lembrar quando vivi em Manaus – Amazonas, um clima quente e húmido, com uma vegetação bem diferente... eu fiz o possível para ver cada detalhe de tudo mesmo pelas ruas que passei no ônibus fazia questão de olhar por onde passava e o que tinha por ali.

Agora sim pude ver com meus olhos o trabalho em Israel, ver desertos transformados em bosques e jardins, flores e cheiros os mais variados possíveis com árvores frutíferas e árvores que enfeitavam e soltavam um delicioso aroma.

 Sempre fomos muito bem recebidos e todos se esforçavam para entender o que nós dizíamos, ou queríamos, isso é lindo!

Em Safed conhecemos Sinagogas e fizemos compras, eu pude ali comprar numa fábrica um lindo Talit para presentear meu esposo. Almoçamos numa aldeia Drusa, que foi lindíssimo, fomos recebidos com muita música, alegria e simpatia.

Mas de tudo o que vivi o que mais me marcou pessoalmente foram dois momentos fundamentais, poder em Massada fazer minha primeira tefilah do dia enquanto o sol nascia e cantar “Modá ani lefanêcha melech chai vecaiam shehechezárta bi nishmatí bechemlá rabá emunatêcha” enquanto me recordava de meus pais que adorariam estar ali comigo... foi uma imensurável brachá, B’’H, esse momento vivido! O outro claro, não podia deixar de ser foi estar no Kotel... que fantástico foi poder tocar nas pedras e lembras dos meus que já tocaram ali e foi como me reencontrar com meus ancestrais, fui tomada por uma grande emoção que não sei descrever... fazer meus pedidos, oh, eram tantos, mas no momento todos sumiram, pois na verdade só dava para agradecer e ao lembrar de minha família achei que mais importante que fazer pedidos era colocar o nome de todos os familiares meus e foi o que fiz desde minha amada bisavó Joanna Rodrigues Cordeiro, de abençoada memória, até todos os meus primos e primas... sei e tenho certeza que somos todos descendentes de judeus e o lugar de um judeu é em Israel... incrível como isso tem impactado quando eu conto, muitos são tomados por tamanha comoção que choram somente em saber que seu nome está lá no Kotel, na Terra Santa!!!

Algo que eu não esperava que fosse acontecer assim foi o fato de ver que a mídia estava procurando os Bnei Anussim, creio que isso foi um marco para todos os Anussim do mundo, pois aonde chegávamos sempre vinham fotógrafos e outros para nos entrevistar e saber da realidade dos “Bnei Anussim”. Fomos homenageados com uma medalha da Casa de Dona Gracia e sem dizer que os espanhóis desconheciam esse fato real.

Hoje tenho visto comentários positivos na internet por parte dos espanhóis, muito bom para nós, inclusive há um comentário no site http://www.elreloj.com//article.php?id=13046 que noticiava “Busca aos Judeus ‘perdidos’ leva a Espanha, Brasil e Índia.”, texto cedido pela Shavei.  Comenta Amram:  “Hace dos semanas tuve la oportunidad de conocer a un grupo de Benei Anusim. Desde entonces mi visión del judaísmo ha cambiado radicalmente. Hoy me doy cuenta que la historia ha convertido al judaísmo en un privilegio de aquellos que hemos tenido la suerte de no sufrir persecuciones o de los que han tenido la suerte de salir airososo de ellas. Lo que quiero decir es que no tenemos ningún derecho a poner trabas en el reingreso de estos judíos a sus verdaderas raíces. Es más, nuestro compromiso debe ser tenderles el puente hacia su pueblo. Eso si, sin rollos raros. Judaismo de toda la vida, ortodoxia, para cuentos no hace falta que cambien nada. Si el termino anus significa violado, si nosotros pusiéramos pegas a su reinserción en el pueblo seria como si echáramos de casa a nuestra hija violada.”  Amram é Diretor da Juventude da sua Comunidade e me disse por e-mail que vai trabalhar esse tema com os jovens para que todos possam ver o que ele sentiu conosco. Isso me alegrou muito.

 No geral tudo foi excelente, os Madrihim são ótimos, enfim tudo, tudo foi lindo demais, agora o desejo é voltar!!! Quero estudar o Judaísmo vivenciando no dia-a-dia, quero aprender o hebraico para falar e entender tudo... Preciso disso!!!

             Somente sinto pelo Rabino Elisha não ter ido conosco, pois assim séria também uma viagem religiosa, ou seja, teria sido muito bom o acompanhamento do Rabino para descrever certos fatos.

No mais, fica aqui meu muitíssimo obrigada, TODÁ HABÁ, a Shavei Israel, Aliza Moreno que esteve conosco, ao Rabino Elisha Salas, a Taglit Birthiringt e todos os JUDEUS que fizeram com que o sofrimento de outrora se transformasse em alegria do presente e souberam resguardar toda a Cultura do Povo!!!

É uma honra ser Judia!!!